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A mostrar mensagens de junho, 2026

Concurso Literário Natureza 2026

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Boa tarde. Hoje fica aqui o convite à participação no Concurso Literário Natureza 2026. Votos de inspiração! Concurso Literário Natureza 2026 Este ano a proposta para o Concurso Natureza é a escrita de uma poesia ou um conto que conte uma primeira parte de uma história que poderá ter continuidade no futuro. Esta escrita poderá ser pensada como uma história completa que poderá ter um novo “episódio”, ou seja, algo como as aventuras de uma personagem nova. Adicionalmente, o tópico da natureza poderá não ser diretamente trabalhado, mas sim ser parte da paisagem, como uma testemunha silenciosa (ou não) da ação que decorre. Regulamento 2026: A) A participação neste concurso é gratuita. B) Qualquer pessoa de qualquer país pode participar desde que submeta trabalhos escritos em português. C) Cada participante pode enviar um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 2000 palavras. D) As obras devem ser enviadas por e-mail para Rui M. (blogsnat@gmail.com) juntamente co...

No Pós-Feira do Livro de Lisboa, uma onda de calor

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Boa noite.   Hoje aqui se partilha o trabalho de uma Escrita que teve uma presença recatada na Feira do Livro de Lisboa de 2026, mas nesse recato podemos encontrar um mundo paralelo, literário, que nos toca profundamente. Falo de Ana Bela Dinis, e aqui fica a sua página: https://www.anabeladinis.pt/   Chama-se a atenção para uma das suas obras, a “Sementes de Tamareira”, a qual nos fala sobre uma história de amor real. Real porque aconteceu e real porque se fala de verdadeiro amor, aquele que resiste à distância, ao tempo e às circunstâncias. É a própria paixão e entrega com que a autora nos fala do que escreve que nos convence que o seu trabalho vale a pena ser lido. Um livro é uma partilha de sonhos e nestas páginas temos sonhos, descritos em palavras… se não existissem palavras talvez fossem descritos por tamareiras dispostas de determinada forma, num certo horizonte. O horizonte é aquele sonhado e que a autora ainda hoje quer. Sim, porque esta obra é também...

COP 31 - Bicicletas

 Boa tarde. Sem esquecer a tragédia que está a suceder na Venezuela, hoje aqui se partilha uma iniciativa sobre mobilidade sustentável, neste caso com bicicletas, que tem como principal motivação a COP31 que será na Turquia. https://www.ecomoodportugal.org/cop31-bike-ride Até breve.

Venezuela

 Bom dia. Esta é uma publicação em memória das vítimas dos terramotos na Venezuela. Luis Sepúlveda, escritor Chileno, escreveu um livro com o título "História de um caracol que descobriu a importância da lentidão". Uma obra que nos ajuda a pensar sobre a natureza e o tempo. Neste caso a lentidão é tudo o que não é necessário para ajudar as vítimas que ainda necessitam de ser socorridas.  Verdadeiramente uma tragédia. Até breve.

A entrevista a Luís Amorim

 Bom dia. Hoje partilhamos a entrevista a Luís Amorim, o qual também esteve presente na Feira do Livro de Lisboa. É autor de diversos livros de poesia e contos. Infelizmente, a Feira do Livro já terminou... deixando para trás uma boa dose de saudade. Fica aqui também a informação que algures em Julho prevemos a próxima edição do Concurso Literário Natureza. O que inspira o Luís Amorim na sua escrita? Tentar a cada poema ou conto, envolvê-lo num arranjo literário que tenha algo de inovador e com enredo de muita imaginação. Se tivesse de escolher entre o conto e a poesia qual seria a sua escolha? Teria de escolher os dois, que se complementam, quando até muitos dos poemas são histórias em verso, designados pelo autor de contos poéticos. Considera que a causa ambiental está a ser devidamente acautelada? Porquê? Não está a ser acautelada. Houve importantes avanços, com aprovação de leis na protecção ambiental, o investimento em energias renováveis e uma maior sensibilização da populaçã...

Uma entrevista a Karina Aldrighis

Bom dia. Hoje no último dia da Feira do Livro de Lisboa 2026 aqui fica uma entrevista a Karina Aldrighis, autora do livro Álbum de Flores também presente na Tenda dos Pequenos Editores. Quais são as principais fontes de inspiração para a sua poesia? Resposta: São múltiplas, sentimentos que vivencio no meu dia a dia: amor, paixões, tristeza, melancolia, sonhos, perspectivas, desilusões, ira… também deixo-me envolver por acontecimentos do dia a dia: a leitura de um bom livro, a empolgação ao ver um bom livro. Uma vez que vive em Taubaté, terra mãe de “O Sítio do Picapau Amarelo”, em que medida essa obra literária influenciou a sua escrita? Resposta: Monteiro Lobato sempre influenciou e sempre influenciará a minha escrita, ele é o percursor da Literatura Infantil no Brasil e eu ganho muito em me espelhar nele! Sempre foi um homem à frente de seu tempo, um questionador, um ser de opinião forte, mas o que mais me identifico com sua obra é no campo da Literatura Infantil, também tenho ob...

Uma entrevista a Jorge Chichorro Rodrigues

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Boa noite. Hoje aqui partilhamos a entrevista ao escritor Jorge Chichorro Rodrigues, autor de várias biografias de outros escritores. Amanhã, 14 de Junho, é o último dia da Feira do Livro de lisboa 2026 pelo que ainda é possível encontrar o trabalho de Jorge Chichorro na Tenda dos Pequenos Editores. O que mais o entusiasma na escrita de biografias? Resposta: Na minha coleção "Mestres da Língua Portuguesa" escrevi mais do que biografias, na verdade escrevi narrativas poéticas com base na vida e na obra de 31 escritores e poetas de língua portuguesa, de Portugal, Brasil e Países Africanos de Língua Portuguesa. São livros de luxo, de capa dura e ilustrações no interior, que incentivam ao conhecimento do nosso património literário comum. Foi isso que, de forma espontânea, me levou a fazer esta coleção.  Qual o autor que mais revelou uma ligação mais profunda à natureza? Resposta: Cesário Verde, claramente, é um grande defensor da vida no meio da natureza, mas também no livro sobr...

Uma entrevista a Aluizio Felipe da Silva

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Boa noite. Hoje apresentamos a entrevista a Aluizio Felipe da Silva, autor de "SUSPIRAR DA ALMA" publicado pela Nature R Natureza e presente na Tenda dos Pequenos Editores. Esta entrevista é acompanhada por uma fotografia do Parque Eduardo VII que nos mostra uma bela perspetiva do espaço verde entre os dois corredores da Feira do Livro de Lisboa, porque esse verde pode ser facilmente associado ao verde da Floresta Amazónica, com toda a força do pulmão do mundo. Também pode ser encontrado o livro "Manaquiri Terra de Caranã" no mesmo espaço da Feira do Livro. Em que medida sente que a sua relação com a Floresta Amazónica marcou a sua escrita? Resposta: Nasci em Manaus capital do Amazonas. Todos os meus ancestrais nasceram nas cabeceiras do rio Manaquiri, Amazonas.     - Meu avô paterno era filho de portugueses. Minha avó paterna era índia Apuriná.      - Meus avós maternos, nasceram em Itacoatiara, baixo rio Amazonas.     - Assim, sou naturalmente, índ...

Um poema de Camões

 Bom dia. Ontem foi o Dia de Camões e também foi mais um dia de Feira do Livro de Lisboa, com muito movimento de pessoas e muitos livros que vão aparecendo como novidades mesmo durante o evento. Hoje, aqui fica um poema (soneto) de Luís Vaz de Camões. Transforma-se o Amador na Cousa Amada Transforma-se o amador na cousa amada, Por virtude do muito imaginar; Não tenho logo mais que desejar, Pois em mim tenho a parte desejada. Se nela está minha alma transformada, Que mais deseja o corpo de alcançar? Em si somente pode descansar, Pois com ele tal alma está liada. Mas esta linda e pura semideia, Que como o acidente em seu sujeito, Assim co'a alma minha se conforma, Está no pensamento como ideia; E o vivo e puro amor de que sou feito, Como a matéria simples busca a forma. Até breve.

3 poemas durante a Feira do Livro de Lisboa 2026

 Boa tarde. Hoje aqui ficam três poemas que fazem parte da Antologia Natureza 2025. Brevidade , por Anderson Sandes Andava ao ermo, sonolento  Com a face cálida e pálida  Jazia a sombra delgada  E longa, a sentido leste, ao vento  Como agulha de bússola quebrada  Fiel em sua errância certa  Cortou-me a sombra  A sombra d’um urubu  Rasante o augúrio que foi  Tremi a base à bamba  Larguei a carabina  Num instante sóbrio  E dirigi-me ao umbuzeiro  Sobrou-me o repouso Fechei os olhos  E ouvi a música  Da máquina do mundo:  A casaca de couro  O coleirinho  O sabiá  O divino pardal  O temido carcará  O barulhento ferreiro  O cava-chão… não!  Quanto augúrio!  Belíssimo augúrio  É a brevidade da vida  Sim!  Sacudi o sobrolho e levantei  Já era noite e tudo era sombra  Outras aves e bichos  Cantavam agora  Deus me livre!  Ruidosa ess...

Um poema no Dia Mundial do Ambiente

 Boa noite Hoje, em Dia Mundial do Ambiente, aqui um poema de Aluizio Felipe da Silva, no seu livro SUSPIRAR DA ALMA, disponível na Feira do Livro de Lisboa 2026. MEU PLANETA, por Aluizio Felipe da Silva Creio a alma Do ser humano pertence à terra Dela se sustenta, por ela, vive Por ela se mantém. Em verdade a terra em si é Algo de vida admirável Pois nela se plantando Tudo floresce, se reproduz, Ervas, vegetação, seres. A terra do planeta único Produz a vida acolhe o cansado Transforma vida em outras vidas Acolhe a todos no descanso eterno. Terra de tantos seres vivos Contrastes, diferentes Formas distintas a se apresentar Terra dos seres vivos, habitat. Pena que os humanos Os mais dotados, talvez Desrespeitam a terra mãe Em seu orgulho a tudo destruir Se olvidando que a terra Que lhe forneceu meios para viver É a mesma terra que nalgum dia O receberá ao morrer. Terra dom sublime universal Criada para ser a morada humana Num ...

Beleza em tempos de Feira do Livro

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Boa tarde Hoje aqui fica um poema sobre beleza, que podemos encontrar na Antologia Natureza 2025. Hino à beleza , por Asdrúbal Vieira Nestes tempos conturbados  Onde a loucura impera  Estão os sentidos vedados  Em um compasso de espera.  Vivemos de olhos vendados, Surdos aos gemidos de dor,  Aturdidos, alheados,  Ávidos de fácil louvor. Que tristeza infinita,  Tal alienação semeia,  Ao transformar em finita  A beleza que a rodeia.  A função intelectual, Virada para o umbigo,  Ignora o primor real.  Faz do torpor um amigo. Adeus sensibilidade,  Amputaram-te os sentidos,  Mataram-te a faculdade,  De apreciar tons floridos.  O colorido dum monte,  Um pôr-do-Sol radiante,  O latejar duma fonte,  Um belo peito arfante, Uma paisagem campestre,  Uma azinheira florida,  Uma roseira silvestre,  Uma promessa sentida,   Do cheiro a maresia  Que o olfacto vos assalta,  C...