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Dois poemas e duas reservas naturais

 Boa tarde. Hoje partilham-se duas poesias e ficam algumas sugestões de Reservas Naturais a visitar em Portugal. Menino do Rio , por  Anielze Araujo Santos (Brasil)   Cuida de mim. Minhas águas são límpidas e quentes. Desço montanhas e cruzo vilarejos. Sou o rio sereno que em ti se despeja. Minha vida depende do teu cuidado com as minhas nascentes. Por favor, não atrapalhes meu caminho. Preciso seguir meu destino sem me esbarrar em ti. Minhas águas servem para beber, lavar, cozinhar e viver. Nem a floresta, nem tu sobreviveriam sem elas. É por meio delas que a vida floresce. O cuidado comigo deve ser intenso, com o mesmo carinho e respeito que tens por ti mesmo. Menino do rio, protege-me. Não deixes que destruam meu leito. Quando cuidas de mim, cuidas também dos peixes, das aves, das árvores e de toda vida que encontra em minhas margens um lar. Levo esperança por onde passo, refletindo o céu, alimentando a terra e abraçando as raízes que sustentam a floresta. Se minhas ág...

Fogos em Espanha e poesia espanhola

 Boa tarde. Hoje, devido aos fogos em Espanha, na Andaluzia, e sobretudo pelas vítimas humanas de mais uma tragédia ambiental na Península Hiberica, aqui fica um poema em espanhol. Este poema serve para nos manter com esperança que momentos mais felizes virão ao nosso encontro, pese embora algum presente menos simpático...  MOMENTOS FELICES , por Gabriel Celaya (De De claro en claro, 1956) Cuando llueve y reviso mis papeles, y acabo tirando todo al fuego:  poemas incompletos, pagarés no pagados, cartas de amigos muertos, fotografías, besos guardados en un libro, renuncio al peso muerto de mi terco pasado, soy fúlgido, engrandezco justo en cuanto me niego, y así atizo las llamas, y salto la fogata, y apenas si comprendo lo que al hacerlo siento, ¿no es la felicidad lo que me exalta? Cuando salgo a la calle silbando alegremente —el pitillo en los labios, el alma disponible— y les hablo a los niños o me voy con las nubes, mayo apunta y la brisa lo va todo ensanchan...

Concurso Literário Natureza 2026

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Boa tarde. Hoje fica aqui o convite à participação no Concurso Literário Natureza 2026. Votos de inspiração! Concurso Literário Natureza 2026 Este ano a proposta para o Concurso Natureza é a escrita de uma poesia ou um conto que conte uma primeira parte de uma história que poderá ter continuidade no futuro. Esta escrita poderá ser pensada como uma história completa que poderá ter um novo “episódio”, ou seja, algo como as aventuras de uma personagem nova. Adicionalmente, o tópico da natureza poderá não ser diretamente trabalhado, mas sim ser parte da paisagem, como uma testemunha silenciosa (ou não) da ação que decorre. Regulamento 2026: A) A participação neste concurso é gratuita. B) Qualquer pessoa de qualquer país pode participar desde que submeta trabalhos escritos em português. C) Cada participante pode enviar um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 2000 palavras. D) As obras devem ser enviadas por e-mail para Rui M. (blogsnat@gmail.com) juntamente co...

Uma entrevista a Aluizio Felipe da Silva

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Boa noite. Hoje apresentamos a entrevista a Aluizio Felipe da Silva, autor de "SUSPIRAR DA ALMA" publicado pela Nature R Natureza e presente na Tenda dos Pequenos Editores. Esta entrevista é acompanhada por uma fotografia do Parque Eduardo VII que nos mostra uma bela perspetiva do espaço verde entre os dois corredores da Feira do Livro de Lisboa, porque esse verde pode ser facilmente associado ao verde da Floresta Amazónica, com toda a força do pulmão do mundo. Também pode ser encontrado o livro "Manaquiri Terra de Caranã" no mesmo espaço da Feira do Livro. Em que medida sente que a sua relação com a Floresta Amazónica marcou a sua escrita? Resposta: Nasci em Manaus capital do Amazonas. Todos os meus ancestrais nasceram nas cabeceiras do rio Manaquiri, Amazonas.     - Meu avô paterno era filho de portugueses. Minha avó paterna era índia Apuriná.      - Meus avós maternos, nasceram em Itacoatiara, baixo rio Amazonas.     - Assim, sou naturalmente, índ...

3 poemas durante a Feira do Livro de Lisboa 2026

 Boa tarde. Hoje aqui ficam três poemas que fazem parte da Antologia Natureza 2025. Brevidade , por Anderson Sandes Andava ao ermo, sonolento  Com a face cálida e pálida  Jazia a sombra delgada  E longa, a sentido leste, ao vento  Como agulha de bússola quebrada  Fiel em sua errância certa  Cortou-me a sombra  A sombra d’um urubu  Rasante o augúrio que foi  Tremi a base à bamba  Larguei a carabina  Num instante sóbrio  E dirigi-me ao umbuzeiro  Sobrou-me o repouso Fechei os olhos  E ouvi a música  Da máquina do mundo:  A casaca de couro  O coleirinho  O sabiá  O divino pardal  O temido carcará  O barulhento ferreiro  O cava-chão… não!  Quanto augúrio!  Belíssimo augúrio  É a brevidade da vida  Sim!  Sacudi o sobrolho e levantei  Já era noite e tudo era sombra  Outras aves e bichos  Cantavam agora  Deus me livre!  Ruidosa ess...

Um poema no Dia Mundial do Ambiente

 Boa noite Hoje, em Dia Mundial do Ambiente, aqui um poema de Aluizio Felipe da Silva, no seu livro SUSPIRAR DA ALMA, disponível na Feira do Livro de Lisboa 2026. MEU PLANETA, por Aluizio Felipe da Silva Creio a alma Do ser humano pertence à terra Dela se sustenta, por ela, vive Por ela se mantém. Em verdade a terra em si é Algo de vida admirável Pois nela se plantando Tudo floresce, se reproduz, Ervas, vegetação, seres. A terra do planeta único Produz a vida acolhe o cansado Transforma vida em outras vidas Acolhe a todos no descanso eterno. Terra de tantos seres vivos Contrastes, diferentes Formas distintas a se apresentar Terra dos seres vivos, habitat. Pena que os humanos Os mais dotados, talvez Desrespeitam a terra mãe Em seu orgulho a tudo destruir Se olvidando que a terra Que lhe forneceu meios para viver É a mesma terra que nalgum dia O receberá ao morrer. Terra dom sublime universal Criada para ser a morada humana Num ...

Beleza em tempos de Feira do Livro

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Boa tarde Hoje aqui fica um poema sobre beleza, que podemos encontrar na Antologia Natureza 2025. Hino à beleza , por Asdrúbal Vieira Nestes tempos conturbados  Onde a loucura impera  Estão os sentidos vedados  Em um compasso de espera.  Vivemos de olhos vendados, Surdos aos gemidos de dor,  Aturdidos, alheados,  Ávidos de fácil louvor. Que tristeza infinita,  Tal alienação semeia,  Ao transformar em finita  A beleza que a rodeia.  A função intelectual, Virada para o umbigo,  Ignora o primor real.  Faz do torpor um amigo. Adeus sensibilidade,  Amputaram-te os sentidos,  Mataram-te a faculdade,  De apreciar tons floridos.  O colorido dum monte,  Um pôr-do-Sol radiante,  O latejar duma fonte,  Um belo peito arfante, Uma paisagem campestre,  Uma azinheira florida,  Uma roseira silvestre,  Uma promessa sentida,   Do cheiro a maresia  Que o olfacto vos assalta,  C...

1o dia da Feira do Livro de Lisboa 2026

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Bom dia. Ontem foi o primeiro dia da Feira do Livro de Lisboa 2026. E foi também o dia de uma primeira visita, embora rápida mas muito útil!  Aqui uma primeira foto. Na próxima publicação teremos aqui informação sobre os livros levados à Feira pela Nature R Natureza . E eventualmente, ainda hoje, teremos uma atualização a esta mesma publicação. Atualização da publicação, com esta foto. Até breve.

Um poema de amizade e carinho

 Boa noite, Hoje um poema muito sensível ao tema do carinho. As mamães do Pet Tuff, por Daiana Suzart Tarde quente, e que tarde! Passeios no laguinho, no parquinho, no centro da cidade. Eram tantas gargalhadas que nem vimos a hora passar. Ele amou, ele ama passear! Não importam os dias, o clima e nem o lugar, Ele só quer sair, saí para passear. Olha pra mamãe com cara de pressa, e ela não reage. Já olha pra outra que logo se apressa e faz sua vontade. Uma sempre mais calma e a outra bem agitada, No fim ele ama as mamães, mesmo diferentes Não ficam separadas. E ele ama! É lindo de ver no olhar. Passa aqui Tuff, é o que todos ouvem, Quando ele se solta da coleira. Ele ama desbravar o mundo, E ainda mais as brincadeiras. Ninho, é a outra mamãe que chama Pra ver se ele obedece. Mas a natureza o convida e em meio a cambalhotas, Aquilo ainda mais lhe apetece. Não era pra ser meu, seu, e nem nosso, Mas ele nos escolheu, Ele nos escolhe todos os dias, E isso é o amor da Mãe de Pet. Não pre...

Tríptico poético em clave de Sol

 I Primeira parte   Um dia irás além. Verás de novo o horizonte como ao presente, após esqueceres o efémero e mudo passado.   II  Segunda parte Alguém disse, e escreveu, que na vida só se é feliz quando se ama alguém. E eu acredito, porque só então as íris se dilatam com a cromaticidade da incadescência musical. E ninguém leva a mal. E quando me levanto pela manhã, já a a eternidade do sol irradia o seu calor de átomos saltitantes. Dantes tudo era ausência, então tudo é demência. Mas, não há esquecimento nem se sente o vento, só o tormento que permite dormir ao relento. E a morte nada pode, porque a vida, passada em revista é uma sucessão de bebidas, aperitivos, queijos e beijos, diante da nossa vista. [para breve a 3a parte] Até breve.

Hamnet, Vencedores na Antologia e uma nova casa

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Boa noite.   Hoje não surge aqui "apenas" mais uma publicação. Hoje, apresenta-se um primeiro olhar relativo ao filme Hamnet, a estrear em breve nos cinemas em Portugal. Um filme literário e com natureza.   Apresenta-se a primeira lista de autores premiados cujo trabalho será incluído na e-Antologia Natureza 2025-2026.   Todavia, antes fica a informação que será encontrado outro endereço para este blog, porque infelizmente a plataforma SAPO será descontinuada no dia 30 de Junho de 2026. Situação que muito desagrada, mas que não se pode evitar... Será aqui partilhado o novo endereço, logo que possível.   Hamnet: intimista e poderoso, sim.   Parte I   Hamnet é um filme tributo à mãe natureza e ao amor que a move. E, todavia, no reverso desse seu amor conhecemos a mão firme, por vezes incompreensível e aparentemente cruel que nos encaminha para paisagens de vida e morte, esperança e humildade. O trabalho da realizadora Chloé Zhao, e dos produtores Steven Spielberg e...

Desenvolvimento sustentável, poesia e documentário

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Boa noite.   Hoje apresenta-se uma breve definição de desenvolvimento sustentável. Seguida de dois poemas do Concurso Literário Natureza 2025. Finalmente, apresenta-se o filme "Lindo" o qual nos permite saber mais sobre o impacto da poluição marinha nas tarturas e peixes que vivem nas águas de São Tomé e Príncipe. Logo que possível inicia-se a divulgação dos outros trabalhos seleccionados para a Antologia. Os trabalhos que já foram publicados neste blog, recebidos no contexto do Concurso Literário Natureza, farão todos parte deste livro digital.   Conceito de desenvolvimento sustentável Desenvolvimento que permite a satisfação das necessidades do presente sem comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras. A sustentabilidade ambiental surge em igualdade com a sustentabilidade financeira e outras dimensões de sustentabilidade.   Fonte: Assembleia Geral das Nações Unidas. (1987). Report of the world commission on environment and development: Our common...

Resultados dos Concursos Literários

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Boa tarde   Hoje partilhamos duas fotografias de Lisboa por estes dias de final de ano e Natal e um poema recebido no contexto do Concurso Literário África 2025.   Os resultados do Concurso Literário África 2025 e do Concurso Literário Natureza 2025 vão ser divulgados durante os dias 28 a 30 de Dezembro. As leituras têm sido gratificantes e inspiradoras.   Poema sem nome a África , por Igor C.   Àfrica minha terra amada aonde me viu a nascer e crescer África havemos de voltar aonde o teu encanto deixa a minha alma apaixonada por ti ohhh minha doce África de onde a nossa poeira do musseque trás brilho nos nossos olhares eterna e amada África onde a pele negra identifica a tuas raízes e origens Africana oooooh África   Até breve.

Meteoros, poesia e um pouco de reutilização

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Boa tarde. Recentemente, começou a ser visível um fenómeno estelar que corresponde à chegada à atmosfera terrestre de meteoros oriónidas (ou oriônidas), os quais são visíveis sensivelmente entre 4 de Outubro e inícios de Novembro.   A seguinte publicação apresenta algumas fotos muito interessantes, retratando a beleza desta ocorrência: https://sapo.pt/artigo/orionidas-eis-as-melhores-fotografias-da-chuva-de-meteoros-desta-noite-68f8abdbe810181be8eebf64   Esta semana, faleceu Francisco Pinto Balsemão que era um defensor da liberdade de imprensa e um blog deverá surgir nesse contexto de liberdade pelo que não se pode deixar de expressar os pêsames pelo desaparecimento de alguém comprometido com algo tão relevante. Aqui uma publicação para quem desejar saber mais: https://eco.sapo.pt/2025/10/21/francisco-pinto-balsemao-1937-2025-o-jornalista-politico-e-empresario-que-ambicionou-deixar-o-mundo-um-lugar-melhor/     Também este mês é assinalado mais um ano após a tragédia dos fogos f...

3 Poemas, 3 Realidades Únicas

Bom dia.   Após o final do prazo da presente edição do Concurso Literário Natureza 2025, resta desejar boa sorte a todas as pessoas que nos enviaram o seu trabalho. Agradecemos igualmente a quem partilhou connosco o que fez recentemente pela preservação do meio ambiente, sendo a utilização de transportes públicos ou o ato de plantar uma árvore (ou planta), duas das ações mais comuns. Obrigado!   Hoje aqui partilhamos três poemas que, embora sejam tão distintos, têm a capacidade de levar os leitores para realidades muito únicas. O primeiro poema retrata a vida de um artista que num momento da sua vida implora para que continue a ter consigo a inspiração que lhe permite trabalhar, ou por outras palavras, sentir o sonho que lhe permite agir. Após este poema surgem outros dois, um remetendo para a Amazónia e outro para a Família.   A PRECE DE UM ARTISTA , por Elisa C.   Por favor, não se vá inspiração... Não esmaeça as cores da minha visão. Que eu sempre consiga ver nos olhos de ...