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3 poemas durante a Feira do Livro de Lisboa 2026

 Boa tarde. Hoje aqui ficam três poemas que fazem parte da Antologia Natureza 2025. Brevidade , por Anderson Sandes Andava ao ermo, sonolento  Com a face cálida e pálida  Jazia a sombra delgada  E longa, a sentido leste, ao vento  Como agulha de bússola quebrada  Fiel em sua errância certa  Cortou-me a sombra  A sombra d’um urubu  Rasante o augúrio que foi  Tremi a base à bamba  Larguei a carabina  Num instante sóbrio  E dirigi-me ao umbuzeiro  Sobrou-me o repouso Fechei os olhos  E ouvi a música  Da máquina do mundo:  A casaca de couro  O coleirinho  O sabiá  O divino pardal  O temido carcará  O barulhento ferreiro  O cava-chão… não!  Quanto augúrio!  Belíssimo augúrio  É a brevidade da vida  Sim!  Sacudi o sobrolho e levantei  Já era noite e tudo era sombra  Outras aves e bichos  Cantavam agora  Deus me livre!  Ruidosa ess...

Natureza, Natal e poesia

Boa tarde Antes de mais, aqui uma breve nota sobre o desaparecimento de Pedro Sobral, Presidente da APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros): https://www.publico.pt/2024/12/21/sociedade/noticia/ciclista-morre-atropelado-belem-lisboa-condutor-fuga-2116533 Uma situação que nos deixa a todos constrangidos e chocados, relembrando que Lisboa não ainda uma cidade verdadeiramente segura para ciclistas. Aliás atualmente o número de automóveis a circular é enorme, não se verificando uma sua redução que seria bem-vinda tendo em conta as alterações climáticas. Em momentos do ano como este, o consumismo é mais evidente e dele resultam alguns desperdícios, tais como papel de embrulho rasgado e comida em excesso, ambos acabando no lixo. Assim, a prenda do Natal que se sugere para a nossa mãe natureza é a reciclagem destes produtos e de preferência a sua existência. É interessante verificar como uma bela caminhada nos dias anteriores ao Natal permitem não apenas falar com pessoas, como ai...