Concurso Literário Natureza 2026

Boa tarde.

Hoje fica aqui o convite à participação no Concurso Literário Natureza 2026.

Votos de inspiração!


Concurso Literário Natureza 2026


Este ano a proposta para o Concurso Natureza é a escrita de uma poesia ou um conto que conte uma primeira parte de uma história que poderá ter continuidade no futuro. Esta escrita poderá ser pensada como uma história completa que poderá ter um novo “episódio”, ou seja, algo como as aventuras de uma personagem nova.

Adicionalmente, o tópico da natureza poderá não ser diretamente trabalhado, mas sim ser parte da paisagem, como uma testemunha silenciosa (ou não) da ação que decorre.


Regulamento 2026:


A) A participação neste concurso é gratuita.


B) Qualquer pessoa de qualquer país pode participar desde que submeta trabalhos escritos em português.


C) Cada participante pode enviar um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 2000 palavras.


D) As obras devem ser enviadas por e-mail para Rui M. (blogsnat@gmail.com) juntamente com nome, país, contacto eletrónico. O assunto do email deve ser "Concurso Literário Internacional Natureza 2026". Espaçamento entre linhas: espaçamento simples; textos no corpo do e-mail e não em ficheiro. A resposta da organização do Concurso, a cada trabalho recebido, poderá demorar alguns dias.


E) Os autores participantes devem colocar no corpo do e-mail um breve currículo com cerca de 50 palavras, indicando a sua experiência literária, por exemplo, escrita de poemas ou um trabalho em livraria ou a maior motivação para a escrita.


F) Os autores participantes concordam em receber e-mails no futuro que tenham como objetivo principal divulgar futuras iniciativas literárias. Devem subscrever o blog (caixa no topo).


G) Os finalistas vencedores dos primeiros três lugares têm direito a um certificado digital.


H) Todos os poemas selecionados serão publicados em antologia, que estará disponível em formato PDF (possibilidade de existir no Windows), com um custo de 2,5 € (pagamento de uma doação pelo PayPal). Os autores premiados têm direito a uma versão gratuita.


I) Direitos do autor: os autores têm os seus direitos sobre os trabalhos publicados, a fim de publicar como quiserem em qualquer outro lugar. A organização do concurso detém direitos totais sobre os trabalhos publicados no contexto da Antologia do concurso.


J) Prazo para participação: de 4 de Junho a 4 de Outubro de 2025.

Data de início: 15 de Julho de 2026

Data final: 31 de Outubro de 2026

K) Divulgação de resultados: Novembro ou Dezembro de 2026


L) Eventualmente, haverá um mês extra de Concurso mas tal só se saberá após 7 de Outubro 2025.


M) Os resultados finais serão anunciados cerca de dois meses depois do final do concurso em https://novoscontosdasestrelas.blogspot.com


N) O primeiro de cada categoria terá direito a um prémio: 

A edição a custo reduzido de um seu livro ou livreto pela Editora Nature R Natureza e certificado digital artístico. Tentar-se-á divulgar a obra publicada de todas as formas possíveis e sua eventual comercialização. A obra será sujeita a avaliação prévia.


O) Outros premiados até ao 10º lugar também terão condições especiais de publicação.


Membros do júri:

A)

Lince Verde

Poeta             


B)

Por indicar.



Até breve.








Trabalhos para inspiração:

Poemas de edições anteriores



A Montanha do Ser, Shirley Ferro (Brasil - 2025) 


Há dias em que o peito quer voar, 

Outros, o chão parece sumir 

Somos feitos de ânsia de alcançar, 

E de medos que vêm insistir. 


Num instante, a coragem se acende, 

Logo após, a incerteza nos chama. 

Entre o caos e o amor que surpreende, 

Respira a nossa natureza humana. 


Queremos amar sem nos ferir, 

Mas do amor vem também a dor. 

Queremos sorrir sem desistir, 

Mesmo quando o mundo perde a cor. 


Ser humano é subir e escorregar, 

É cair sem perder a direção. 

É no abismo também se encontrar, 

E no erro aprender compaixão.


É lutar contra o próprio espelho, 

Encarando a verdade no olhar. 

Ser inteiro, mesmo sendo imperfeito, 

E, em silêncio, também se perdoar.

 

Cada passo é um novo renascer, 

Mesmo em noites de sombra e neblina. 

Há beleza em continuar a viver, 

Pois ser humano é luz e é rotina.



Indagações naturais, por Nian Freire (Brasil - 2025) 


Sou a fonte de tranquilidade 

De tantos que querem relaxar 

Sentindo o cheiro das flores 

E o vento a assobiar. 


Tudo em mim está equilibrado, 

Do que é pequeno ao gigante. 

Todos em um ciclo tão delicado 

Ligados de forma tão elegante. 


Quantos bons sonos já forneceu 

A sombra de árvores no chão? 

Quantas músicas os pássaros 

Já foram a grande inspiração? 


Então por que me destroem? 

Por que árvores estão a cortar? 

Por que queimadas estão a fazer? 

Por que animais estão a caçar? 


Por que substituem a mim, 

Algo que dá ar fresco e serenidade, 

Por uma selva de concreto barulhenta 

Que lhes aumenta a ansiedade?


Por que minhas belas árvores 

Estão aos poucos virando carvão? 

Por que as minhas florestas 

Estão virando pasto e plantação? 


Quanto carvão ainda queimará 

Para manter a máquina funcionando? 

Quanto óleo ainda será derramado 

Para manter as engrenagens girando? 


Quantas perguntas eu faço... 

Tantas perguntas sem solução... 

Quanto egoísmo na humanidade... 

Quanta crueldade e destruição... 


A cada passo rumo ao “progresso”, 

As pessoas de distanciam de mim. 

A cada dinheiro e a cada exploração, 

Mais e mais se aproximam do fim. 


Quanto tempo a devastação durará? 

Em quanto tempo vocês aprenderão? 

Quando enfim a humanidade irá parar 

De deixar a Natureza em indagação?



Encanto, por Marise de Araujo (Brasil - 2025) 


Somos os encantados de outrora, 

Os mesmos que, após erráticos caminhos, 

Retornam na tentativa de alcançar, 

De cumprir a promessa feita. 


Tentamos fazer a nossa parte — 

Ínfima, diante do caminho das estrelas... 

Arrodeamos aqueles por quem sentimos afinidades 

E, muitas vezes, nos enganamos. 

E, por conta desse engano, 

Colocamos — à nossa revelia — a vida do outro em risco.


Somos pais e mães de nós mesmos, 

Pedaços de desejos, 

Produtos conquistados ou confiscados por nós 

Na ganância desmedida...


Somos natureza: 

Árvore, metal, 

Água que escorre, 

Purificando-se a cada pedra 

Encontrada no caminho até o mar.


Enfim, ainda estamos aqui, 

Sob véus de tempo e esquecimento, 

Soprando nos ouvidos atentos 

A memória do que foi selado no silêncio.


Carregamos marcas invisíveis, 

Feitas de vento, barro e aurora, 

Forjadas no sol de cada dia. 

Trazemos no peito a canção dos rios, 

E no olhar, os segredos da pedra antiga.


Não somos deuses, 

Mas já caminhamos com eles, 

Antes que o fogo tivesse nome, 

Antes que o medo fosse moeda.


Somos conscientes 

De que cada gesto é uma escolha sagrada, 

Que cada encontro é uma chance de reparar, 

Reconhecer, perdoar e pedir ao outro — 

Que é também quem somos, em nova veste.

Buscamos, não a glória, mas a harmonia perdida, 

Naquele instante em que esquecemos 

O som universal, 

A canção onde tudo vibra em unidade.


E ainda assim, feridos, seguimos... 

Mesmo céticos, sentimos... 

Mesmo dispersos, ouvimos — 

E respondemos ao chamado 

Do que pulsa além da carne, 

Além do coração iludido, 

Tentando decifrar o eco da fagulha primeira 

Que move, em silêncio, o nosso espírito.



A caminho da paragem…, por Catarina Monteiro (Portugal - 2025) 


A mim se agarram enregeladas 

Um desconforto que comove 

Partículas de vida infiltradas 

Na dura ganga, agora mole 

Ameniza a chuva, de tão fria, 

Desperta no despedir da madrugada 

Apanha a gente despercebida 

Agora em frenética passada 

Uma a uma vão caindo 

Sozinhas nunca vão sós 

Triste as olho, sorrindo 

Ironia do que não há em nós



A melhor Senhora, por Daniel Jerónimo (Portugal) 


Como sempre, tu foste linda em vida 

e na morte encontraste formosura 

pelo bem que na vida, que foi dura, 

tu fizeste, aos Céus sendo subida. 


Pela mente que foi esclarecida 

mais beleza alcançaste com doçura 

e a lindeza que houveste da Natura 

ficará vezes mil em ti contida. 


És de Cristo uma flor que Deus colheu 

após ter colocado em fértil terra 

a mais pulcra semente que Ele traz. 


Pois depois deste tempo que te deu 

o de Amor esplendor em ti encerra 

no esplendor que tu foste e que serás.



Vou me deixar cair num prado, por Lúcio Voreno (Portugal) 


Vou me deixar cair num prado 

Cheio de flores, 

À procura de alguma que seja 

De agrado para mim.


Mas se a procurar para ti 

Encontrou-a num instante, 

Agarro as todas e levo as 

Para junto de nós.

  

Escolheremos a mais cheirosa 

Ou a mais bem vestida, 

Ou até mesmo uma que fale 

Só para te dizer que és a mais 

Bonita flor.


E eu repito-a diariamente, 

Faço um engodo de pétalas  

À espera de apanhar uma palavra 

Que te descreva com tanta alegria, 

E amor, como uma flor do prado




Aqui se partilha ainda o vídeo do “E.T. O Extraterrestre” como inspiração.

Vejam-se as cenas em que as flores vivem ou adoecem consoante a saúde do E.T. e quando a turma salva as rãs de uma morte certa quando poderiam ser dissecadas na sala de aula… 


"E.T. O EXTRA-TERRESTRE" - Trailer Oficial Legendado (Universal Pictures Portugal)


E igualmente esta flor cor de laranja.




Até breve.


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