O impacto ambiental da Inteligência Artificial e História de uma árvore (3)
Boa noite,
Hoje apresenta-se um artigo que versa sobre os impactos ambientais da geração mais recente da Inteligência Artificial (IA).
Logo de seguida, apresenta-se a 3ª parte do conto "História de uma árvore".
Um artigo sobre os impactos ambientais da Inteligência Artificial
Para Christadoss e Panda (2024), no seu artigo “Harnessing
Agentic AI for Sustainable Innovation and Environmental Responsibility”, os danos
ambientais e as mudanças climáticas estão a acelerar. Como resultado desta
realidade, são necessárias novas ferramentas: a agência de IA pode ser essa nova
ferramenta.
Mas o que os autores consideram ser a agência de IA?
Os autores convidam-nos a “pensar nela como uma IA que não se limita a analisar dados, mas que toma ações inteligentes e independentes”. Em outras palavras, a agência de IA corresponde a sistemas que percebem situações, tomam decisões, executam séries complexas de passos de forma autónoma para atingir um determinado objetivo, que pode ser sustentável. Estes sistemas correspondem a um grupo de agentes de IA, ou seja, robots de software, com várias aplicações, por exemplo, na gestão de redes de energia complexas, na descoberta de novos materiais para capturar carbono, na criação de cadeias de abastecimento mais eficientes e na vigilância do nosso mundo natural. Na verdade, estes sistemas após a perceção da realidade podem fisicamente ou digitalmente realizar um plano inteiro do início ao fim.
Mas existem encargos ambientais associados à agência de IA? O seu principal encargo ambiental é a enorme capacidade computacional necessária para a operação desta tecnologia e o seu treino. Além disso, podem surgir dificuldades devido ao enviesamento e controlo computacional, sendo a parceria com os humanos essencial para um resultado sustentável e resiliente.
A principal questão é se as emissões operacionais da IA são superadas pelas poupanças que ela gera. De facto, o treino de um único modelo de IA grande pode emitir mais de 284.000 quilogramas de dióxido de carbono e a este valor devemos acrescentar o consumo contínuo durante a operação.
Consequentemente, os centros de dados que alojam a IA Agente estão a tornar-se uma parte significativa da procura global de eletricidade. Nós, como utilizadores, devemos ter esta realidade em consideração ao usar estas ferramentas, porque não é apenas o consumo de eletricidade que importa, mas também a eficácia que gostaríamos de ter quando as utilizamos.
[este texto continuará]
História de uma árvore - Parte 3
O primeiro Verão chegou e o calor a desafiar a humidade nas
folhas. Em redor algumas ervas começaram a amarelecer, a secar à medida que a
água se ia embora, na forma de vapor. Os pequenos orifícios das folhas, também
chamados de estomas, não conseguiam deter este movimento criado pelas
diferentes temperaturas na folha e no ar circundante.
E, em breve, a pequena árvore deixou secar a primeira folha
e depois a segunda folha, pois o importante era manter-se viva, ou seja, manter
o caule verde. Não sentia dor; era como se perdesse um cabelo… felizmente, uma
semana depois, regressou o semeador que lhe levou um livro de água, tal qual
fiel cuidador.
A jovem árvore bebeu, bebeu, bebeu tudo o que pôde e o
restante foi pela terra… lentamente…
Tentou mover uma folha para “olhar” para ele. Mas já não o conseguiu ver… esvanecera-se, tal qual um sonho de dia morno.
Aqui o nosso Concurso Literário Natureza:
https://novoscontosdasestrelas.blogspot.com/2026/06/concurso-literario-natureza-2026.html
Até breve.
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