A América do Sul e um pouco de poesia

Por não haver tempo para mais, porque têm surgido situações neste nosso planeta, com um tal ritmo que é impossível escrever tudo o que todas elas têm de relevante para a temática ambiental, centramo-nos hoje nas secas e nos fogos da América do Sul.


É um facto, fogos florestais descontrolados são hoje uma realidade visível em qualquer ponto do globo. Vejam-se as seguintes notícias relativas à América do Sul, com destaque para o Brasil, e a Floresta Amazónica em agonia, e Argentina.


https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/internacional/audio/2024-09/em-2024-america-do-sul-quebra-recorde-com-346-mil-focos-de-incendio


 


e


https://sicnoticias.pt/mundo/2024-09-03-video-cerca-de-700-bombeiros-combatem-incendio-no-vale-da-calamuchita-na-argentina-f52a232f


 


Foi possível trocar algumas impressões com uma pessoa que vive no Rio de Janeiro. O incómodo motivado pelo clima mais quente e seco não é ignorado, aliás é motivador de elevado desconforto.


Não se trata apenas de uma simples mudança na realidade climática, a permanecerem estas alterações, é a própria relação das comunidades locais com o seu meio ambiente em transformação que é colocado em causa. Existe em todo este contexto uma dimensão de incógnita, podemos imaginar algo acerca do futuro, todavia podemos errar por muito. Certa é a desflorestação e os restos da atividade humana que não têm um destino “renovável” ou “reciclável”.


Na Europa não existe nenhum exemplo comparável à importância da Floresta Amazónica, também porque há muito a floresta nativa foi fortemente danificada. As parcelas preservadas são muito pequenas, pelo que não será possível aprender muito ao olhar para uma paisagem como esta. Os incêndios descontrolados em Portugal e na Argentina foram mesmo quase em simultâneo…


Vamos continuar a acompanhar a realidade ambiental na América do Sul.


 


Terminamos com a poesia profunda de André Ramos e um excerto de um poema por Cleber Arantes, que nos questiona sobre a natureza (in)finita da humanidade.


 


“Ser?”, por André Ramos


 


Ser? Serei sempre que me receberem com exaltações de alegria...


Não ser? Matei a sede a fim de chegar à superfície


Quem é Homero ao luar não sabe o que perde


Viver só vive aquele que morre para a vida



Para quê referenciar coisas que ninguém entende?


Referencia apenas o teu estado de espírito!


Criticar? Critico aquele que com o mais se critica


Criar? Não sei, pois se tem criado em demasia



Aliar a crítica à criação! Ser humorista


que com aquela se opõe a direita à esquerda! Génese imperfeita da democracia



Falar com tons de ironia, soar bem apenas em poesia


Figurar corretamente se com isso formos reis em Belém do Oriente e não dos lusíadas. 


 


flor 1.jpg


 


Até breve.

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