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A mostrar mensagens de março, 2026

E a primavera chegou...

Boa noite. A primavera chegou e com ela a promessa de dias melhores, com mais calor e luz. Hoje, além de duas notícias que marcaram Portugal nas duas semanas anteriores, aqui fica uma frase de Florbela Espanca: " Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder, para me encontrar. "   Sim, recentemente em Portugal podemos afirmar que existiram dois eventos com interesse para a temática deste blog. O primeiro evento foi a visita do Sr. Presidente da República a uma aldeia severamente afetada pelos fogos florestais de 2025: a aldeia de Mourísia no Concelho de Arganil.  https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/seguro-visita-aldeia-de-moursia-passa-por-guimares-e-termina-dia-no-porto O segundo evento foi o falecimento de Mário Zambujal, o escritor que podemos referir como alguém de prosa empática. Aqui mais detalhes: https://pt.euronew...

António Lobo Antunes

  Boa noite.   Faleceu hoje o escritor: António Lobo Antunes. Alguém que se intitulava o escritor do avesso da alma humana. Escreveu, entre muitos outros livros, “A ordem natural das coisas” (1992), uma obra onde “falava” da sua infância e adolescência no bairro de Benfica, em Lisboa. Certamente que teria tido a oportunidade de viver com mais árvores e muito menos carros que atualmente. O bairro de Benfica, nos nossos dias, poderemos dizer que está cercado por automóveis e o seu ruído. Mas mais que sentir, ou não, a ausência do rebuliço, hoje muitos de nós sentem que pela primeira vez, em muitos anos, não será mais possível visitar uma feira do livro em Portugal e imaginar poder cruzar-se com alguém que gostava tanto de escrever e que escrevia com uma profundidade pragmática. É possível que se volte a este tema em breve.   Até breve.

Um poema no pós-tempestades e uma notícia ecológica

 Boa noite. Hoje fica um poema por R. Santi, que alude às tempestades em Portugal e ao sentimento de esperança num futuro reconstruído. Fica aqui também um sinal de solidariedade perante as vítimas das inundações no Brasil. DEPOIS DO VENTO,  por R. Santi (Brasil) Primeiro veio o vento escurecendo telhados desordenando o mar calando as praças Depois vieram as imagens casas abertas ruas em silêncio livros protegidos entre braços E eu fiquei daqui pensando em vocês Como estão as cidades agora? As janelas voltaram a se abrir? Há passos outra vez nos centros culturais? As luzes já acendem sobre as mesas onde a palavra encontra abrigo? Pergunto baixo como quem respeita o tempo das pedras e o tempo das pessoas Se alguns concursos silenciaram talvez seja apenas pausa daquelas que antecedem o recomeço Em 1755 o gigante lusitano tremeu e o mundo pensou que era fim Mas não era Portugal não caiu ajoelhou E quando se cai de joelhos não é rendição é oração é fôlego é reconstrução Castelos p...